SEMINÁRIO TROCA  EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO
 
 
RESPONSABILIDADE CORPORATIVA É TEMA DE ENCONTRO DA REDE BRASILEIRA DO PACTO GLOBAL
Reunião foi realizada na quarta (19/OUT) dentro da programação do Seminário Futuro Sustentável
 
 
ESPECIALISTAS EM SUSTENTABILIDADE DE VÁRIAS PARTES DO MUNDO SE REÚNEM PARA EVENTO EM BH
Diretor executivo do Pacto Global da ONU abre Seminário Futuro Sustentável, que vai de 19 a 21 de Outubro, no Hotel Ouro Minas
 
 
SEMINÁRIO TROCA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO
Seminário Futuro Sustentável Festeja Troca de Conhecimento e Experiências de Sucesso
 
 
SEMINÁRIO TROCA EXPERIÊNCIAS DE SUCESSO

 

Evento do SESI FIEMG aborda ética e inovação na gestão empresarial

 
A oitava edição do Seminário Internacional de Responsabilidade Social do Sistema SESI FIEMG teve como destaque principal o entendimento do real significado do termo sustentabilidade e suas diversas implicações, o que permeou as discussões em todas as 15 mesas do evento ocorrido de 19 a 21 de outubro, no hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte.
 
“Desde que criamos o seminário, em 2001, exatamente há 10 anos, houve uma clara evolução do conceito de sustentabilidade, que foi concebido de forma ainda restrita à questão ambiental e cresceu em importância e abrangência, chegando a uma perspectiva que reúne aspectos éticos, culturais e de governança corporativa”, explica o presidente do Conselho de Sustentabilidade e Responsabilidade Empresarial, José Tadeu de Moraes.
 
A avaliação dos organizadores é a de que os convidados, nacionais e internacionais, perceberam essa evolução da discussão, reconhecendo a profundidade como um dos principais ganhos desta edição do Seminário. “Isso demonstra que a nossa iniciativa continua no caminho certo”, avalia o presidente do Conselho.
Com mais de 50 palestrantes, que se apresentaram durante três dias de discussões, o Seminário Internacional de Responsabilidade Social do Sistema SESI FIEMG atraiu cerca de 500 pessoas, representando os 27 Estados brasileiros, que trocaram experiências e informações sobre temas como preservação ambiental, inovação, gestão, redes sociais, negócios inclusivos, em um amplo processo de construção do conhecimento.
 
Entre os convidados internacionais, o diretor-executivo do Pacto Global das Nações Unidas (ONU), Georg Kell, realizou a reunião anual do grupo no Brasil, durante a programação do evento. Para Kell, as empresas brasileiras, assim como a sociedade civil, estão verdadeiramente numa posição de liderança quando o assunto é sustentabilidade. A política, no entanto, ainda estaria amarrada ao “mundo de ontem”. “Eu acredito, sinceramente, que o setor privado, bem como a sociedade civil em várias áreas estão à frente da política em nível global”, acredita o diretor-executivo.
 
Outro destaque foi a presença do indiano Hitendra Patel, fundador e diretor do Center for Innovation, Excellence and Leadership, em Cambridge, nos Estados Unidos. Em sua apresentação, Patel expôs suas ideias sobre desenvolvimento sustentável e projetos inovadores. “Existem certas coisas que nós, seres humanos, não abriremos mão nunca, que são o conforto e as facilidades da vida atual. O desafio é fazer isso com sustentabilidade”, explicou.
 
As discussões também anteciparam a pauta da Rio+20, Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a ser realizada em junho de 2012 no Rio de Janeiro. Aron Belinky, do Instituto Vitae Civilis, chamou a atenção para a importância da cúpula mundial, que reunirá um conjunto de eventos voltados ao desenvolvimento sustentável. De acordo com ele, “será uma oportunidade histórica para que várias reivindicações da sociedade ganhem um impulso maior”. Belinky também destacou que a transição do atual modelo econômico vigente no mundo para um mais verde e sustentável requer estratégias claras, já que existem desigualdades marcantes entre as economias dos países.
 
Negócios inclusivos e microcrédito
 
O encontro também apresentou uma série de experiências regionais que serviriam como soluções globais, como a do banco de microcrédito Pérola, criado em 2009 para conceder empréstimos a jovens de 18 a 25 anos.  Alessandra França, a banqueira de 25 anos fundadora da instituição, disse que se reconheceu nas pessoas que, como ela, buscavam uma oportunidade. “Nem sempre o que eles almejam é um emprego, querem ter um negócio. E é aí que a gente entra,” contou.
 
Jose Luis Segovia, Coordenador Regional em Negócios Inclusivos da holandesa SNV Latinoamerica, ressaltou os modelos brasileiros de negócios inclusivos e contou as ações incentivadas por ele e pela SNV no Peru e em outros países latinoamericanos. Ele lembrou ainda que é importante compreender a especificidade de cada comunidade para que o empreendimento seja bom para ambos os lados. “Não é fácil fazer dar certo um negocio inclusivo, é preciso transpor algumas barreiras como, os custos da transação, a falta de confiança de empresários e comerciantes locais e o acesso ao financiamento”, ressaltou.
Nos eventos paralelos, o destaque do seminário ficou para a Rodada de Fomento, em que instituições financiadoras apresentaram informações de linhas de investimento para indústrias de porte e setores diversos como oportunidade para o desenvolvimento de projetos com sustentabilidade. E, como atrativo turístico, o evento se encerra oficialmente no final de semana, com visitas ao Museu Inhotim, exemplo de negócio sustentável, e a cidades turísticas como Ouro Preto, Congonhas / São João Del Rey e Tiradentes.